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Blog Infra como Código

Como melhorar a produtividade de times de TI?

Times de TI clássicos normalmente são adeptos do modelo artesão de execução de demandas, onde cada profissional executa uma atividade como se estivesse esculpindo uma madeira. Cada um executa ­– esculpe – do seu jeito, com a sua ass­inatura pessoal, utilizando as ferramentas que mais gostam, aplicando os métodos que preferem, no tempo que acham adequado.

No entanto, existem algumas desvantagens neste tipo de comportamento:

  • O atendimento não consegue ser escalado, em especial se a organização tem um ambiente com centenas de sistemas operacionais a serem administrados. Em geral, as atividades vão sendo enfileiradas e a entrega das demandas é atrasada;
  • Quando atividades atrasam, os clientes reclamam, a sua imagem é afetada e a confiança no seu time e no seu trabalho diminui;
  • A pressão do cliente aumenta os níveis de estresse do time, que consequentemente produzirá ainda menos e terá uma queda na qualidade;
  • Não há padronização em seus ambientes, pois cada membro do time executa as atividades do seu jeito. No final do processo,  existem centenas de servidores em diversos padrões diferentes;
  • As atualizações e as mudanças simples levam mais tempo para serem implementadas devido ao modelo “artesão”;
  • As mudanças simples passam a ter um risco alto devido à falta de padronização. Qualquer mínima alteração pode gerar um incidente em algum sistema ou serviço;
  • Os times que dependem da infraestrutura esperam longos períodos de tempo para receber aqueles ambientes tão importantes e necessários para o seu trabalho.

Como evitar esses problemas e melhorar a produtividade do seu time?

  • Escolha métodos mais simples e eficazes para processar demandas e organizar atividades que têm perfil de execução mais longo, como por exemplo SCRUM ou KANBAN. Adapte o método escolhido à realidade do seu time de infraestrutura;
  • Escolha um sistema simples e eficaz para cadastrar demandas, processar, atender e se comunicar com o demandante, como o Trello, por exemplo. Isso diminui a distância entre o demandante e o executor e facilita o acompanhamento;
  • Aposente o modelo artesão e comece a estudar e a trabalhar com o modelo “Infra as Code” (Infraestrutura como código – saiba mais aqui);
  • “Infra as Code” remete a um novo modelo de gestão de infraestrutura, deixando o artesão para trás, iniciando um caminho para o novo “desenvolvedor de infraestrutura”;
  • O modelo “Infra as Code” possibilita a automação de processos, utilizando a Gerência de Configurações. Ferramentas como o Puppet possibilitam implementar este modelo e criar as definições necessárias para instalar, configurar e manter quaisquer serviços ou sistemas de sua infraestrutura;
  • Com a gerência de configurações automatizada será muito mais fácil executar atividades como a criação de novos ambientes ou execução de mudanças em todo o seu parque. Além disso, a mudança ocorre com controle e visão total do processo. Ao invés de levar semanas para subir um novo ambiente, será possível fazer isto em poucos minutos;
  • Ao trabalhar com “Infra as Code” escolha um robusto sistema de versionamento de código da sua infraestrutura, como, por exemplo, o GitLab (saiba mais aqui). Não existe IAC sem versionamento de código;
  • Procure gerar métricas de todos os estágios do seu ambiente e do processo de automação. Isso é importante para que seja possível acompanhar o estado atual e visualizar as melhorias em curto, médio e longo prazo. Sem métricas não é possível avaliar se o processo de automação está sendo eficaz, como era antes e como está melhorando. As métricas são prioridade e devem estar prontas antes do processo de automação começar;
  • Converse com o seu time. Todas as áreas devem fazer um pacto para que 100% das demandas passem a ser realizadas via automação;
  • Capacite o seu time para melhor uso das ferramentas de automação (Ex.: GitLab/Puppet);
  • Capacite o seu time nas ferramentas que vão coletar, processar, armazenar e apresentar as métricas (Ex.: ELK);
  • Capacite o seu time para que os conceitos de Infra As Code, DevOps e Gerência de Configuração sejam bem compreendidos;
  • Defina metas de automação. Faça isso a partir de um planejamento colaborativo com todos os times, ajudando-os a entender onde a organização quer chegar e quais os resultados devem ser alcançados;
  • Pense em implantar o modelo de autosserviço para atender alguns tipos de clientes como desenvolvedores e times de inovação. Com isso, terão liberdade de provisionar os recursos necessários para o seu trabalho, evitando que o seu time seja o gargalo do sistema. Pode-se ter o controle de alguns estágios como devel, teste, homologação, devendo interagir com seu time apenas no caso de produção. Isso reduz sensivelmente a dependência e libera seu time para outras atividades.

Seguindo essas dicas o seu time será mais produtivo, seu ambiente mais padronizado e seu cliente vai ser atendido em tempo hábil. Além disso, a sua equipe vai crescer em conhecimento, empatia, responsabilidade e autonomia.
Se você quiser ler mais conteúdo sobre o assunto, acompanhe o nosso blog e a Instruct nas redes sociais 🙂