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Blog Infra como Código

5 benefícios essenciais de um gerenciador de repositórios

Descubra como os gerenciadores de repositórios podem transformar o processo de desenvolvimento da sua organização

Os gerenciadores de repositórios ainda são uma tecnologia emergente, no entanto, se tornaram uma tendência no desenvolvimento de software: mais e mais desenvolvedores consideram um gerenciador de repositório como parte essencial da sua infraestrutura para realizar o trabalho.

A maioria dos desenvolvedores entende os benefícios de realizar o gerenciamento automático de dependências, como a economia de tempo e melhor compartilhamento de dados. No entanto, ainda existem times e organizações que não os adotaram e/ou estão com projetos de migração em estágios muito iniciais.

Por isso, este post apresenta uma visão geral com os principais benefícios do gerenciamento de repositórios para as equipes, independentemente do mercado no qual atuam e do seu número de profissionais. Boa leitura!

 

O que acontece quando você não usa um gerenciador de repositórios?

Antes de falar sobre os benefícios do gerenciamento de repositório, é essencial entender quais são os problemas e desafios que uma equipe enfrenta quando decide não migrar para esta tecnologia. São eles:

  • Bibliotecas são passadas de desenvolvedor para desenvolvedor. Se você não usa um gerenciador de repositórios, como distribui o driver Oracle JDBC? É muito provável que os desenvolvedores simplesmente compartilhem este JAR como um anexo de email com algumas instruções de uso.
  • Os JARs são verificados no controle de versão. Se você não usa uma ferramenta como o Maven, que sabe como baixar artefatos de um repositório remoto, você pode estar seguindo o padrão muito comum de verificar dependências binárias e bibliotecas diretamente pelo source control (e utilizando o tempo valioso da sua equipe para isso).
  • O repositório no controle de versão é usado para armazenar tudo, desde o código-fonte até as builds binárias. Com o tempo, o repositório se torna um enorme sistema para arquivos que não possuem um valor estratégico para a equipe.
  • O servidor de integração contínua depende de repositórios públicos. Quando você altera sua compilação ou adiciona uma nova dependência, seu sistema de CI faz o download das dependências do repositório: isso dependerá da disponibilidade deste recurso público para executar as suas compilações.
  • Compartilhar código-fonte com parceiros externos significa conceder-lhes acesso aos seus dados estratégicos. Como não há nenhum método estabelecido para publicações, a única maneira de compartilhar código com parceiros é enviar o source code ou fornecer acesso direto a sua central de informações.

As equipes que escolhem não adotar um sistema de gerenciamento de repositórios têm mais dificuldades de lidar com atividades como a automação de tarefas e com a atualização de bibliotecas, por exemplo. Contudo, quais são os benefícios de um gerenciador em um ciclo de desenvolvimento? Como o uso desta tecnologia altera o fluxo de trabalho dos desenvolvedores? Que problemas isso resolve? E que possibilidades ele introduz?

 

1) Armazenamento local de artefatos

O primeiro benefício é que um gerenciador realizará uma proxy e armazenará em cache artefatos de um repositório remoto. Dessa maneira, o download de suas dependências leva muito menos tempo e suas builds não dependem do acesso à internet. Em vez de esperar que os artefatos sejam baixados pela internet, sua build fará o download de artefatos de um servidor local: esse processo é acelerado significativamente. A build que leva 15 minutos para baixar as dependências agora levará menos de um minuto para baixar tudo o que for necessário.

 

2) Remoção dos JARs de seu sistema de Controle de Versão

Embora o Git e muitas outras ferramentas modernas de SCM atuem bem com os binários de versão, você está armazenando um artefato estático e imutável. Toda vez que você realiza o checkout no controle de versão, você está verificando os binários e, em alguns casos, será solicitado que você verifique um grande repositório de JARs. Seu SCM vai acompanhar cuidadosamente as alterações e arquivos de versão que nunca serão realmente alterados.

Isso é ineficiente e desnecessário. Se você usar um gerenciador de repositórios, poderá fazer upload de bibliotecas para repositório de terceiros que armazene artefatos diretamente no gerenciador. Em outras palavras, você pode declarar uma dependência em um JAR personalizado de terceiros com a mesma facilidade com que declararia uma dependência em uma biblioteca armazenada no Maven Central. Não armazene binários no controle de origem, use um gerenciador de repositórios.

 

3) Melhoria da colaboração entre os times

O gerenciador de repositórios é um ponto de colaboração central para diferentes grupos dentro da mesma empresa. Sem o uso dele, muitas vezes, você verá os grupos sendo forçados a pegar o código do SCM e realizar a build a partir do zero, apenas para gerar as bibliotecas do cliente. Na organização que adotou o gerenciamento de repositório, essas bibliotecas são publicadas como binários para clientes (outros grupos de trabalho, por exemplo) para serem usadas a partir do gerenciador de repositórios.

Quando você colabora usando o SCM, é muito difícil escalar os seus processos de trabalho. Cada grupo é forçado a usar o mesmo conjunto de ferramentas para o gerenciamento de builds e, com frequência, você verá toda a operação de TI sincronizando suas releases e deploys. Quando você usa o gerenciador de repositórios, você dissocia os grupos de trabalho um do outro e permite que as suas equipes internas colaborem usando um modelo de código aberto mais adaptável às suas necessidades. Ou seja, as equipes podem inovar e criar no seu próprio ritmo.

 

4) Uso facilitado da entrega contínua

Os servidores de integração contínua (CI) são uma tecnologia amplamente utilizada na moderna infraestrutura de desenvolvimento. É um servidor que vigia o seu sistema de controle de versão e entra em ação toda vez que vê uma mudança de código. Quando o código é alterado, seu sistema de CI geralmente é configurado para executar toda a build, os testes de integração e unidade e enviar um email para todos os desenvolvedores, caso ele identifique um defeito ou um teste com falha.

Uma vez que seu sistema atinge um certo nível de complexidade, você não pode escalá-lo sem realizar a integração e os testes contínuos. Se você não criar, testar e realizar o deploy do seu sistema regularmente, a integração se torna um processo demorado de testes manuais e builds que muitas vezes serão inconsistentes. Isso é crucial se o seu projeto de desenvolvimento abrange vários sistemas e grupos de trabalho de desenvolvimento. Você executa um sistema de CI porque realizar a build, testar e fazer o deploy do seu sistema deve ser automático: com um gerenciador de repositórios, isso é tão trivial quanto pressionar um simples botão.

 

5) Publicação contínua de artefatos

Quando você tem um sistema para realizar builds contínuas do seu código, você também tem um sistema que pode publicar continuamente os artefatos em um gerenciador de repositórios para permitir uma abordagem mais inteligente do processo de desenvolvimento de código. Assim, você pode trabalhar com componentes específicos de um projeto multimodular maior. Essa capacidade de dividir e utilizar a sua base de código de forma modular é muito útil quando você precisar de um consultor para analisar um problema específico ou quando precisa entender um problema de código de forma isolada.

 

Conclusão

Os gerenciadores de repositórios são uma tecnologia que tem conquistado milhares de equipes ao redor do mundo, sobretudo devido à facilidade de realizar deploys, builds, testes e lançamentos de forma contínua e integrada com outras ferramentas aplicadas na infraestrutura. Dessa forma, trata-se de uma solução estratégica para melhorar as taxas de produtividade das equipes e também reduzir a quantidade de erros encontrados em fases mais avançadas do processo de desenvolvimento.

O gerenciamento de repositórios também permite que as equipes tenham um processo de colaboração entre si mais simples e efetivo, permitindo que o fluxo criativo não seja interrompido por dificuldades em lidar com inúmeras bibliotecas e versões espalhadas por diversos ambientes diferentes. Por isso, tem sido a solução adotada por milhares de empresas em todo o mundo para otimizar o tempo das suas equipes e permitir que elas tenham um processo de inovação mais eficiente.

 

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Post produzido em parceria com a Sonatype.